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Acções do Documento

Testemunho de uma Oblata Filiada

Como vivo a minha Oblação de leiga Filiada?
Vou tentar exprimir as coisas tais como eu as sinto no mais profundo de mim, sendo verdadeira, segundo o conceito da nossa fundadora, a Bem aventurada Luísa Teresa de Montaignac: “mais ser do que parecer”.

Na minha vida pessoal e profissional

No dia 11 de Julho de 1994, pronunciava a minha Oblação ao Coração de Jesus no Instituo das Oblatas, na Casa Mãe, em Montluçon.
Pela Oblação, adesão profunda à pessoa de Cristo, comprometia-me a dar testemunho de que o seu Coração é fonte inesgotável de vida e de amor. Aceitava de me deixar transformar dia após dia.
Aprendi a confiança, o abandono naquele que é tudo.
Na época, a caminhada fez-se rápida, irradiante, a Oblação me impelia sem cessar a ser mais, a fazer mais. Tentei meter os meus passos, nos passos do Senhor.
O meu ser de mulher casada, mãe de dois filhos, diretora duma escola católica, não tinha sido transformado mas o meu olhar, parecia-me mudado. Tornava-me mais atenta ao mundo que me rodeava, a minha escuta era maior, o meu sentido de acolhida mais aberto.
Viver a Oblação no quotidiano nem sempre foi fácil, o caminho é muitas vezes pedregoso mas pude constatar que a força dada pela Oblação me permitia, quaisquer que fossem as quedas, levantar-me e recomeçar o caminho porque sabia, no fundo de mim mesma, que Ele estava sempre lá... Amor presente. Então como não o partilhar? Como não comunicar a sua Luz?

Na minha vida familiar e conjugal:

Partilhei, desde o início, com o meu marido, este chamado recebido. Ele ajudou-me na minha caminhada respeitando o meu desejo de responder: “Sim, Senhor, eis me aqui”. Presente, ativo quando era preciso, paciente quando era necessário, o nosso amor tornou-se mais forte e se hoje eu sou a única a ter feito a minha Oblação, faço-me muitas vezes a pergunta: qual de nós dois é mais Oblata?
Esta força que nos foi dada, tento partilhá-la com outros casais acompanhando-os particularmente nas passagens difíceis que por vezes a vida nos reserva. Tenho uma particular atenção para o sacramento da matrimonio, numa visão profundamente cristã, nesta época onde se registra uma crise difusa desta instituição fundamental.

A nível do Instituto:

Cada vez mais há leigos cristãos desejando caminhar e comprometer-se no Instituto como Oblatas. Pude encontrá-los e ajudá-los tanto quanto possível no decorrer dos anos durante os quais a responsabilidade do ramos das Filiadas de França e Bélgica me foi confiada.
Tive a sorte de participar na redação das Orientações de Vida dos leigos Filiados, Foi uma experiência rica e forte. Uma verdadeira relação se estabeleceu entre Oblatas Religiosas, Oblatas Seculares e Oblatas Filiadas.
Pude viver plenamente a minha Oblação no encontro com as outras Oblatas do Coração de Jesus no mundo, encontrando-as em Portugal, Polônia ou na América Central. Pudemos partilhar as nossas experiências e enriquecer-nos mutuamente pelas nossas situações diversificadas. Esta caminhada, estas permutas foram realizadas num grande respeito de cada pessoa afim de que os valores específicos de cada país não fossem negados ou sacrificados, mas sim, levados à sua plenitude. Liberada destas responsabilidades, pude responder ao apelo da minha Igreja local e aceitei viver mais a minha Oblação na minha diocese, no seio de uma pequena equipe de reflexão espiritual constituída à volta do nosso Bispo.

Para mim, viver a minha Oblação hoje é simplesmente:
- responder: presente, lá onde o Senhor me pede e na medida das minhas possibilidades;
- acompanhar aqueles que me chamam, nas suas dificuldades e sofrimentos;
- permanecer fiel aos valores essenciais de palavra, amizade, compromisso, que fazem a minha vida de Oblata;
- dar testemunho do amor recebido tanto na minha vida de casada como na minha vida de Oblata;
- viver sobretudo, o melhor possível, a Palavra de Cristo, alimentar-me dela, rezá-la e partilhá-la com os outros, evangelizar, na medida das minhas possibilidades, lembrando sem cessar esta frase de Luísa Teresa: “Não vos desejo senão como os Apóstolos depois de Pentecostes”.

Maury Reynaud